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Estação dos Caminhos de Ferro de Moçambique, em Maputo. |
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Localização: Praça dos Trabalhadores. (Antiga Praça Mac-Mahon). |
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GARE DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE
MAPUTO CONSIDERADA PELA REVISTA NEWSWEEK
COMO A SÉTIMA MAIS BELA DO MUNDO
Tratava-se de um melhoramento importante que
se ficava a dever ao engenheiro Lisboa de
Lima, autor do projecto. Mas elas só chegariam em 1911, depois de proclamada a República, e as armas tiveram que ser alteradas.
Mesmo assim, jamais lá seriam colocadas por
incúria dos que sucederam a Freire de
Andrade:
Ao acto solene da inauguração da nova
estação, mesmo sem o escudo das Armas Reais,
fez-se nesse dia aos 19 de Março de 1910,
Uma vez implantado o novo regime, passado o
período de entusiasmo pela vitória da
revolução, inicia-se o da fúria demagógica Exige-se a demissão imediata de tais entidades e a sua expulsão de Moçambique, o que por fim veio a verificar-se em 8 de Abril de 1911. Era então nomeado Governador Geral da Província (Moçambique), o capitão-tenente Freitas Ribeiro. O engenheiro Lisboa de Lima, vítima também dessa desconcertante incompreensão popular fomentado pelos «carbonários», demite-se do cargo de director de porto e do Caminho de Ferro de Lourenço Marques. É substituído pelo engenheiro Lopes Galvão. Este, por sua vez, é substituído em 1912 pelo engenheiro João Henrique Von Haffe. Porém, a confusão política, com reflexos na administração pública da Província, continua.
Em 14 de Março de 1912 regressam a Lourenço
Marques os cidadãos que em 2 e 5 de Julho de
1911 As grandes figuras republicanas da época julgam então ter chegado a altura de submeter ao Ministro das Colónias uma representação-protesto reclamando melhoramentos imediatos para Moçambique.
Em sessão magna reuniram-se os dirigentes da
Associação dos Proprietários, dos Empregados
de Comércio e da Indústria, dos Lojistas Os Serviços dos Caminhos de Ferro de Moçambique, estiveram sempre em mãos de engenheiros distintos, com sobejas provas da sua capacidade e a eles coube solucionar diversos e intricados problemas do pôs-guerra, num ambiente de ligeira trégua política.
Assim, deu-se por concluido o majestoso
edifício sede dos CFM, um dos mais belos de
Lourenço Marques e de Maputo; construiram-se
em Ressano Garcia 4 casas de alvenaria para
a moradia de 10 famílias de empregados dos
CFM; construção de uma nova ponte metálica
de 80 metros de vão sobre o Rio Matola;
construção de 3 novos hangares para o
serviço dos armazéns gerais; nova gare de
triagem ao quilómetro 3; assentamento de
novas feixes de linhas para o serviço da
carvoeira; ampliação das linhas da estação
de Ressano Garcia para se adequarem ao novo
serviço de carvão; construção de 2
reservatórios de cimento armado de 200
metros quadrados de capacidade; instalação
de um aparelho central de manobra e
encravamento de agulhas e sinais na estação
de Lourenço marques; instalação de agulhas
automáticas nas estações de Moamba e
Incomáti; construção de triângulos de
inversão em Lourenço marques, Moamba e
Ressano Garcia [...]. |